MANAUS, AM – O Dr. Raphael Grosso Filho, representante jurídico da advogada e policial civil Anabela Freitas, rompeu o silêncio neste fim de semana para contestar a menção do nome de sua cliente nas investigações da Operação Erga Omnes. Em nota enviada com exclusividade, a defesa reforça a trajetória de 20 anos de Anabela na Polícia Civil do Amazonas e classifica as acusações como “distorção da verdade”.
Idoneidade e Esclarecimento Técnico
A defesa sustenta que Anabela Freitas é servidora concursada de longa data e possui reconhecida idoneidade, nunca tendo sido processada ou investigada anteriormente. O ponto central do esclarecimento reside na compra de passagens aéreas para fins pessoais.
Segundo a nota, Anabela utilizou uma agência de viagens local para adquirir bilhetes particulares, sem ter qualquer conhecimento de que a referida empresa estaria sob o radar da Polícia Civil por supostas ligações com o crime organizado.
“Repudiamos qualquer tentativa de polemizar midiaticamente e para fins políticos o caso, uma vez que a policial não possui qualquer vínculo ou benefício com o objeto das investigações”, afirma o advogado Dr. Raphael Grosso Filho (OAB/AM 15800)
NOTA DA DEFESA NA ÍNTEGRA:
A defesa da Sra Anabela Freitas informa:
• Que ela não possui qualquer relação com organizações criminosas ou com qualquer um dos investigados. Anabela é advogada, servidora pública concursada há quase 20 anos como policial civil e com reconhecida idoneidade. Nunca foi investigada ou processada anteriormente por qualquer crime, nem mesmo relação com qualquer investigado.
• Os esclarecimentos que teve de prestar tratam de compra de passagens aéreas para fins pessoais em uma agência de viagens local, que somente agora soube ser alvo de investigação na operação Erga Omnes.
• Repudiamos qualquer tentativa de polemizar midiaticamente e para fins políticos o caso, uma vez que a policial não possui qualquer vínculo ou benefício com o objeto das investigações. Qualquer afirmação diferente disto se trata unicamente de distorção da verdade.
Dr. Raphael Grosso Filho
Entenda a Operação Erga Omnes
A Operação Erga Omnes, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas, investiga o que as autoridades chamam de “núcleo político” do Comando Vermelho no estado. A investigação aponta uma movimentação financeira astronômica, estimada em R$ 70 milhões, e uma rede de infiltração nos Poderes Públicos para facilitar as atividades da facção.
No relatório oficial, a polícia detalha o uso de empresas de fachada, agências de viagens e até a cooperação de servidores públicos em setores estratégicos. Entre os alvos já confirmados estão ex-chefes de gabinete e servidores do Judiciário.
Para conferir a lista completa de quem são os presos e os detalhes sobre a engrenagem financeira do grupo, acesse os links abaixo:
- LISTA DE ALVOS: Veja quem são os presos no Amazonas
- ENGRENAGENS DO CRIME: Operação revela movimentação de R$ 70 milhões
Análise do Remador
O caso de Anabela Freitas joga luz sobre um dilema comum em grandes operações: a linha tênue entre relações comerciais legítimas (como a compra de passagens) e a suspeita de lavagem de dinheiro. Enquanto a defesa clama por justiça e denuncia o uso político do episódio — citando o clima de pré-campanha para 2026 —, a Polícia Civil mantém o foco no cruzamento de dados financeiros. O desfecho agora depende da análise rigorosa das provas pelo Tribunal de Justiça.
CONTEÚDO ESTRATÉGICO REMADOR
Gaeco e Polícia Militar deflagram megaoperação em Parintins nas vésperas do Festival
Investigador do 1º DIP é preso pela PF em Manaus por roubo de ouro
PF e MP deflagram “Operação Piloto de Fuga” e prendem mais um por roubo de ouro em Manaus
Empresário é executado com tiro na cabeça durante assalto a mercadinho no São José
