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Cursos de Medicina da Nilton Lins e Fametro são mal avaliados pelo MEC

Em Manaus, instituições recebem conceito 1 e ficam sujeitas a penalidades do MEC.
Por Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Publicado: 19/01/2026 16:00 Atualizado: 20/01/2026 14:06
Cursos de Medicina da Nilton Lins e Fametro são mal avaliados pelo MEC
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Mais de 100 cursos de Medicina em todo o Brasil foram avaliados com notas insatisfatórias no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Em Manaus, as instituições avaliadas com conceito 1 foram a Universidade Nilton Lins e o Centro Universitário CEUNI – Fametro, conforme divulgado nesta segunda-feira (19) em Brasília.

Dos 351 cursos avaliados, 107 ficaram com notas 1 ou 2, consideradas insatisfatórias pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os cursos nessas faixas sofrerão sanções que incluem restrição de participação no Fies e suspensão de vagas.

Em nota enviada ao Portal Remador a Fametro esclarece que possui uma trajetória sólida e reconhecida na educação superior brasileira há mais de vinte anos, com mais de 53 mil alunos formados, atuação acadêmica em 11 estados da Federação e conceito 4 no Índice Geral de Cursos (IGC) — indicador oficial do Ministério da Educação (MEC) que avalia, de forma global, a qualidade institucional, o desempenho acadêmico e a estrutura pedagógica das instituições de ensino superior.

Recentemente, foram divulgadas informações acerca de avaliações específicas que têm gerado questionamentos. Nesse contexto, é fundamental esclarecer que o próprio Ministério da Educação admitiu a existência de inconsistências nos dados do ENAMED utilizados para o cálculo das notas dos cursos de Medicina, conforme publicado na data de hoje por um dos maiores e mais respeitados jornais do país, o Valor Econômico.

Diante desse cenário, qualquer conclusão definitiva ou juízo final baseado em dados ainda sob análise carece de respaldo técnico e jurídico, até que o processo de verificação e eventual retificação seja concluído pelo órgão competente.

 Por essa razão, a Fametro aguarda a manifestação oficial e conclusiva do Ministério da Educação, exercendo plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.

A Instituição reafirma seu compromisso permanente com os mais elevados padrões de qualidade acadêmica, comprovado pela formação consistente de seus egressos, amplamente inseridos no mercado de trabalho, pelo contínuo investimento em infraestrutura, corpo docente qualificado e projetos pedagógicos atualizados, além de sua atuação estratégica na expansão do acesso ao ensino superior, especialmente em regiões onde o poder público não consegue atuar de forma plena.

A Fametro segue confiante na seriedade de sua missão educacional e na correta apreciação dos fatos pelos órgãos oficiais.

Critérios e impacto da avaliação

O Enamed é uma prova anual aplicada pelo MEC para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino médico. Participaram cerca de 89 mil alunos, entre concluintes e estudantes de semestres anteriores. Dos 39 mil alunos concluintes, apenas 67% atingiram o que o instituto considera “resultado proficiente”, mostrando domínio suficiente dos conteúdos exigidos.

Cursos com conceito 2 terão redução no número de vagas para ingresso, enquanto os avaliados com conceito 1 terão o ingresso de novos estudantes totalmente suspenso. Além disso, as instituições afetadas não poderão ampliar vagas e terão suspensos os novos contratos do Fies e do Prouni.

Diferenças por tipo de instituição

A análise do MEC mostra que as piores avaliações concentraram-se em cursos de instituições públicas municipais, onde 87,5% ficaram com conceitos 1 ou 2. Instituições privadas com fins lucrativos registraram 58,4% dos cursos nas faixas insatisfatórias, enquanto instituições especiais somaram 54,6%. Já as privadas sem fins lucrativos tiveram um terço dos cursos com notas baixas.

Por outro lado, as melhores avaliações apareceram principalmente em universidades públicas federais (87,6% com conceitos 4 e 5) e estaduais (84,7%). Instituições comunitárias e confessionais também se destacaram, com quase metade dos cursos na faixa 4, embora em menor número.

Defesa e acompanhamento

Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, as universidades terão prazo para apresentar defesa. “É uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino. O instrumento permite que as instituições corrijam falhas e garantam formação de qualidade para o SUS”, afirmou.

A partir de 2026, os cursos de Medicina com desempenho insatisfatório serão monitorados pelo MEC e poderão sofrer penalidades progressivas, incluindo suspensão ou encerramento, caso não haja melhoria na avaliação seguinte.

Disputa judicial

Neste fim de semana, antes da divulgação, uma entidade que representa universidades particulares entrou na Justiça para barrar a divulgação dos resultados, mas perdeu.

O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.

Portal Remador entrou em contato com as assessorias de imprensa e, até o momento, não houve retorno. Espaço segue aberto.

VEJA A LISTA COMPLETA:

Veja universidades com conceito 1 e 2 no Enamed

Notas são consideradas insatisfatórias pelo INEP

O que vai acontecer?

As instituições com conceito 1 ou 2 no exame estarão sujeitas a penalidades. Cursos com conceito 2 terão redução de vagas para ingresso. Já aqueles com conceito 1 terá suspensão total do ingresso de novos estudantes.

Em reunião com a imprensa nesta segunda-feira, o ministro Camilo Santana informou que dos 107 cursos, apenas 99 vão passar por penalidades porque as faculdades estaduais e municipais não estão sob a gerência do ministério.

O que acontece agora com as faculdades:

  • 8 faculdades não vão mais poder receber alunos, estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 13 faculdades vão ter que reduzir pela metade o número de vagas e também estão suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 33 faculdades vão ter que reduzir em 25% o número de vagas, além de estarem suspensos do Fies e de outros programas federais;
  • 45 faculdades não podem mais aumentar o número de vagas.

Segundo Camilo Santana, as universidades vão ter um prazo para apresentar uma defesa e reforçou que a proposta com o curso é garantir a qualidade do ensino, protegendo a população que, depois, é assistida por esses profissionais.

Foto de Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM
Redação Remador

Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez é jornalista profissional (MTB 1697/AM) com ampla experiência na cobertura política, econômica e cotidiana do Amazonas. Fundador do Portal Remador, dedica-se a levar informação precisa sobre Manaus e os municípios do interior, com foco em transparência e interesse público. Especialista em análise política regional e cobertura das Eleições 2026.