CURITIBA, PR – O cenário sucessório para o Palácio Iguaçu ganhou contornos definitivos nesta sexta-feira (20). O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Alexandre Curi (PSD), reafirmou sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2026, garantindo que não trabalha com alternativas eleitorais. A declaração foi feita em Roncador, no interior do estado — assista ao vídeo ao final da reportagem.
Com seis mandatos na bagagem, Curi foi enfático ao declarar que seu tempo na Alep tem data de validade. “Deixei bem claro que esse seria o meu último mandato. Em fevereiro de 2027, o meu ciclo como deputado estadual se encerra. Eu sou pré-candidato a governador e não trabalho com plano B”, sentenciou o parlamentar.
Alinhamento com Ratinho Junior
Um dos pontos cruciais da fala de Curi foi a revelação de um encontro estratégico com o governador Ratinho Junior (PSD) no último dia 6, momentos antes do chefe do Executivo embarcar para férias nos Estados Unidos. Segundo o deputado, a conversa, embora reservada, foi fundamental para o alinhamento do grupo político.
“Tive uma conversa longa e muito reservada com o governador. Esse diálogo fica entre nós, mas foi importante. Na volta dele, entre o fim de fevereiro e início de março, vamos conversar novamente para avançar nessa definição final”, explicou Curi, sinalizando que o martelo deve ser batido até o fim do próximo mês.
Força Municipalista e Pesquisas
Apostando em sua capilaridade política, Alexandre Curi destacou o apoio massivo que recebe do interior. Ele se descreve como um “municipalista nato”, afirmando conhecer as vocações de cada um dos 399 municípios paranaenses.
Além do respaldo de prefeitos de cidades de todos os portes, o presidente da Alep citou números que animam seu núcleo duro: pesquisas internas indicam que ele já inicia a corrida com dois dígitos de intenção de voto e, o mais importante no atual cenário, um dos menores índices de rejeição entre os nomes postos.
Análise do Remador
A movimentação de Alexandre Curi em Roncador é um movimento de ‘ocupação de espaço’. Ao descartar publicamente um plano B, ele coloca pressão sobre o arco de alianças do PSD e envia um recado claro aos outros pretendentes à sucessão: ele não recuará para disputar o Senado ou a reeleição. A força de Curi reside na Alep, mas é no ‘chão de fábrica’ das prefeituras que ele pretende construir a viabilidade que Ratinho Junior precisará para ungir seu sucessor oficial.




