MANAUS (AM) – Eu estava lá. O chão do Sambódromo tremeu na segunda-feira (09/02) e não foi por causa da chuva. Vi de perto o suor de quem faz o Carnaval 2026 acontecer no braço. Presidente Vargas, Andanças de Ciganos, A Grande Família e Reino Unido da Liberdade não vieram para brincar; vieram para marcar território e mostrar que a ancestralidade manda no Amazonas.
RESUMO DO REMADOR +
- O chão do Sambódromo tremeu na segunda-feira (09/02) e não foi por causa da chuva.
- Vi de perto o suor de quem faz o Carnaval 2026 acontecer no braço.
- Presidente Vargas, Andanças de Ciganos, A Grande Família e Reino Unido da Liberdade não vieram para brincar; vieram para marcar território e mostrar que a ancestralidade manda no Amazonas.
O que você precisa saber
- Início: A Presidente Vargas abriu a noite exaltando a força de Isabelle Nogueira.
- Bodas: Andanças de Ciganos celebrou 50 anos com estética de luxo e ouro.
- Zona Leste: A Grande Família trouxe o Nordeste para a pista com o “Arraial do Galo”.
- Fé: Reino Unido encerrou com um ritual aos caboclos e entidades de matriz africana.
Eu vi a poeira levantar quando a Presidente Vargas pisou na avenida às 20h. O objetivo era claro: testar a harmonia do enredo sobre a força feminina amazônica. No coração do Sambódromo de Manaus, as comunidades provaram que o carnaval não é só luxo, é pertencimento. O motivo? Ajustar cada passo para o desfile oficial que define o destino das agremiações em 2026.
O Rugido das Baterias e a Voz do Povo
Senti o impacto da bateria do mestre André Eduardo logo de cara. Criado na Matinha, ele é o exemplo vivo de que o samba em Manaus é herança. “Essa comunidade é muito presente”, ele me disse, com a autoridade de quem conhece cada bueiro daquela região. A Presidente Vargas não apenas desfilou; ela evocou as mulheres indígenas e caboclas.
A Andanças de Ciganos veio logo atrás, tingindo a pista de dourado. Vi a rainha Rayssa Santos, moradora vizinha da quadra na Cachoeirinha, entregar uma energia que só quem vive o cotidiano da escola possui. Cinquenta anos de história não se resumem em minutos, mas o ensaio deu o tom do que será esse jubileu de ouro.
Na sequência, a A Grande Família transformou o asfalto em um terreiro de São João. O mestre-sala Walmir Júnior foi cirúrgico: a Zona Leste muitas vezes é esquecida pelo poder público, mas na avenida, ela é soberana. O pavilhão brilhou sob o chamado do “Galo Faceiro”.
“A nossa comunidade se faz presente. O galo representa força, resistência e luta. É essa coletividade que faz o carnaval acontecer.” — Arleane Marques, Rainha de Bateria.
Para fechar, a Reino Unido da Liberdade trouxe o axé. O enredo sobre caboclos e voduns não foi apenas uma apresentação, foi um ato de resistência cultural. Marisa Blanco, rainha da bateria, me confessou que a transformação que o carnaval opera naquelas vidas é o que mantém a chama acesa mesmo sob o cansaço extremo.
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