O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli autorizou, nesta quinta-feira (15), que peritos da Polícia Federal (PF) acompanhem, na Procuradoria-Geral da República (PGR), a extração de dados relacionados à investigação de supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Na decisão, Toffoli indicou quatro peritos para terem “livre acesso ao material apreendido”. O despacho, no entanto, não detalha os critérios utilizados para a escolha dos nomes nem esclarece se a Polícia Federal participou formalmente do processo de indicação.
A autorização ocorre após determinação do próprio ministro, feita na quarta-feira (14), para que os materiais recolhidos durante a operação fossem encaminhados diretamente à PGR, em vez de permanecerem sob custódia da PF, como costuma ocorrer em investigações dessa natureza.
O envio dos itens à Procuradoria aconteceu depois que Toffoli reconsiderou a decisão anterior, que previa a manutenção das provas no Supremo Tribunal Federal. Conforme apuração do jornal Valor Econômico, a mudança de entendimento surpreendeu a Polícia Federal. Inicialmente, a expectativa era de que os materiais fossem examinados no âmbito da Corte e, somente depois, liberados para a extração de dados pela PF.
Com a nova decisão, a PGR passa a centralizar a análise do conteúdo apreendido, enquanto os peritos da Polícia Federal acompanham o procedimento técnico de extração das informações, mantendo-se envolvidos no avanço da investigação.
