O avanço da tecnologia e o ritmo acelerado da vida moderna têm provocado uma transformação silenciosa no perfil das doenças que afetam a população. Transtornos como ansiedade, depressão, burnout e dificuldades de concentração tornaram-se cada vez mais frequentes, impulsionados pelo excesso de informações, estímulos digitais e pela pressão constante por desempenho.
- O avanço da tecnologia e o ritmo acelerado da vida moderna têm provocado uma transformação silenciosa no perfil das doenças que afetam a população.
- Transtornos como ansiedade, depressão, burnout e dificuldades de concentração tornaram-se cada vez mais frequentes, impulsionados pelo excesso de informações, estímulos digitais e pela pressão constante por desempenho.
- Conceição Barbosa, o cérebro humano não acompanha esse ritmo sem consequências.
Para a neurocientista e neuropsicóloga Dra. Conceição Barbosa, o cérebro humano não acompanha esse ritmo sem consequências.
“O nosso sistema nervoso não foi desenhado para lidar com tantos estímulos simultâneos, notificações ininterruptas e cobrança por produtividade permanente. Esse funcionamento em alerta contínuo compromete diretamente o sono, a memória, a atenção e o equilíbrio emocional”, explica.
Diante desse cenário, o chamado detox mental surge como uma estratégia essencial de preservação da saúde mental. A prática propõe a redução consciente do tempo de exposição às telas e ao fluxo excessivo de informações, sem excluir a tecnologia da rotina.
“Não se trata de abandonar os recursos digitais, mas de aprender a estabelecer limites saudáveis para proteger o cérebro”, ressalta a especialista.
A neurocientista destaca que mudanças simples já produzem efeitos significativos. “Momentos de silêncio, pausas reais durante o dia, atividades presenciais, melhor qualidade do sono e menos tempo nas redes sociais ajudam o cérebro a desacelerar e recuperar sua capacidade natural de foco, criatividade e bem-estar”, orienta.
Segundo Dra. Conceição, o adoecimento contemporâneo não está ligado a agentes externos, mas ao excesso constante de estímulos e exigências. “Vivemos uma sociedade que estimula a hiperconectividade e o desempenho ininterrupto, mas o cérebro precisa de repouso para funcionar de forma saudável. O detox mental funciona como uma proteção contra essa sobrecarga invisível”, afirma.
Para a especialista, investir em saúde mental hoje é uma atitude preventiva e coletiva. “Estamos adoecendo não por falta, mas por excesso. Reaprender a desacelerar, respeitar limites e desconectar conscientemente é um passo fundamental para preservar a saúde emocional e a qualidade de vida”, conclui.
OBS: Dra. Conceição (neurocientista, neuropsicóloga e neurofisiologista) está disponível para entrevistas presenciais ou online, em rádios, TVs, podcasts, impressos e outros formatos
