MANAUS, AM — O alerta de saúde voltou a acender no interior do Amazonas. A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) confirmou três novos casos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como a “doença da urina preta”. Todos os registros ocorreram em Itacoatiara (a 270 km de Manaus), município que já enfrentou surtos da enfermidade em anos anteriores.
RESUMO DO REMADOR +
- MANAUS, AM — O alerta de saúde voltou a acender no interior do Amazonas.
- A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) confirmou três novos casos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como a "doença da urina preta".
- Todos os registros ocorreram em Itacoatiara (a 270 km de Manaus), município que já enfrentou surtos da enfermidade em anos anteriores.
De acordo com o boletim oficial, os pacientes, dois deles da mesma família, apresentaram os sintomas após consumirem pacu frito ou assado em ambiente doméstico. Cerca de nove horas após a refeição, surgiram as dores musculares intensas e o escurecimento característico da urina.
Entenda o risco
A Síndrome de Haff causa a rabdomiólise, um processo de destruição das fibras musculares. Essas proteínas são liberadas na corrente sanguínea, sobrecarregando os rins. Em Itacoatiara, os exames apontaram níveis de CPK (enzima que indica dano muscular) chegando a 6.400 µ/L, um valor altíssimo para os padrões de saúde.
A diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, reforçou que a atenção deve ser permanente. “A Doença de Haff exige vigilância, pois está associada ao pescado, base da alimentação amazonense”, afirmou em nota.
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