*Por Igor Menezes Cordovil
RESUMO DO REMADOR +
- *Por Igor Menezes Cordovil As vitórias que alcançamos são mérito nosso.
- É difícil acertar tudo de primeira e o tempo nos mostra que aprenderemos a errar menos com o passar dos anos.
- Muitas vezes, a conquista é o aprendizado e a liberdade que isso nos dá para seguir caminhando e conquistando cada vez mais.
As vitórias que alcançamos são mérito nosso. As derrotas, também. É difícil acertar tudo de primeira e o tempo nos mostra que aprenderemos a errar menos com o passar dos anos. Isso não significa acertar mais – o que é um tanto contraditório – porque resumimos o pensamento a ganhar ou perder e esquecemos que o legal mesmo é o caminho para chegar a um dos dois e corrigir a direção, pois a vida ensina só depois de uns bons anos que, acima do ganho ou da perda, estão as conquistas, e elas não se medem apenas pelo prêmio máximo ou pela derrota absoluta. Muitas vezes, a conquista é o aprendizado e a liberdade que isso nos dá para seguir caminhando e conquistando cada vez mais. Realmente, a vida é um caminho de progresso imparável, porém, é necessário nos darmos conta disso.
Mais ou menos de 2012 a 2014 tive uma colega de trabalho chamada Ozeneide Nogueira, com quem tive a grata oportunidade de aprender muito, pois estávamos em um projeto grande demais para nossos ombros, eu coordenando equipes de segurança e ela os voluntários para a Copa do Mundo, com uma calma absurda mesmo com o mundo desabando sobre nós. Ozeneide era uma senhora antenada, muito bem-casada com o Sr. Thomaz, mãe de uma família exemplar, culta e bastante conhecida na região Norte pelo trabalho que desenvolveu à frente da ABRH-AM, da qual foi presidente. Entretanto, o que mais chamava atenção era seu alto astral, paciência, humildade (e o tanto que ela falava do cantor Michael Bublé). O trabalho não era fácil, o projeto tinha prazo curto, as cobranças eram severas, a equipe não entendia o negócio como a gente gostaria e vendo tudo isso, em vez de se aperrear, ela ria alto, dizia que no final ia dar certo (e deu), tudo ia passar (e passou), e nós olharíamos para trás lembrando muito mais dos anos de trabalho que dos jogos da Copa. Em toda reunião ela repetia, incansavelmente, sua frase clássica: “a recompensa é a própria jornada”. E ela tinha razão por que não ganharíamos troféu, medalha ou contrato com time de futebol. Depois de um tempo aprendemos que a conquista real era o aprendizado, a experiência adquirida e a lembrança de que meses de trabalho e convivência nos dariam também muito orgulho no futuro e um saudosismo até dos dias difíceis porque agora, dezesseis anos depois, nada tira a nossa paz. Acho até que faríamos tudo novamente sem correr, vivendo a jornada porque essa foi a nossa verdadeira recompensa. Teríamos uma grande oportunidade com os Jogos Olímpicos 2016, mas a Oz foi chamada para outra missão no Plano Superior, em janeiro de 2015.
Bem, ela estava certa em se desesperar com calma porque a graça está no um passo e um dia de cada vez, pois quem valoriza a vitória em vez das conquistas não tem tempo para apreciar a jornada, observar o caminho, colecionar aprendizados e, sobretudo, aprender com a experiência e a simplicidade de quem viveu e não apenas existiu. Obrigado, Oz. Até sempre.
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