- BORBA (AM) – A morte de Manoel de Souza Lima, de 53 anos, ocorrida na noite desta terça-feira (20) no Hospital Regional Vó Mundoca, transformou-se em um "jogo de empurra" entre a gestão municipal e o Governo do Estado.
- Enquanto a família chora a perda, Prefeitura de Borba e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) apresentam versões conflitantes sobre o motivo de a UTI aérea não ter chegado a tempo.
- O Município: "Fomos excluídos dos planos de voo"Em uma Nota Oficial, a Prefeitura de Borba alega que o Hospital Vó Mundoca cumpriu todos os protocolos.
BORBA (AM) – A morte de Manoel de Souza Lima, de 53 anos, ocorrida na noite desta terça-feira (20) no Hospital Regional Vó Mundoca, transformou-se em um “jogo de empurra” entre a gestão municipal e o Governo do Estado. Enquanto a família chora a perda, Prefeitura de Borba e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) apresentam versões conflitantes sobre o motivo de a UTI aérea não ter chegado a tempo.
O Município: “Fomos excluídos dos planos de voo”
Em uma Nota Oficial, a Prefeitura de Borba alega que o Hospital Vó Mundoca cumpriu todos os protocolos. Segundo o documento, o pedido de transferência foi feito logo no primeiro dia de internação, sábado (17), com classificação de “Prioridade Alta”.
A gestão municipal afirma que, nos dias 18 e 19, Borba foi ignorada pela regulação estadual. No dia 20, quando um voo foi finalmente confirmado, a empresa contratada pelo Estado teria cancelado a missão alegando uma pane no trem de pouso da aeronave. “A fatalidade decorreu da impossibilidade de transporte aéreo especializado, cuja responsabilidade é do Governo Estadual”, diz o texto.
O Estado: “Problemas meteorológicos e alta demanda”
Por outro lado, a SES-AM rebate as acusações focando em questões técnicas e estatísticas. Segundo a pasta, o Complexo Regulador adotou providências para a transferência no dia 20, mas o voo não foi realizado devido à “falta de condições de decolagem e de pouso” (teto baixo), contradizendo a versão de pane mecânica citada pela prefeitura.
Para reforçar sua atuação, a secretaria informou que, no mesmo período, realizou 30 transferências de outros pacientes do interior para Manaus.
DETALHAMENTO TÉCNICO E CRONOLÓGICO
Caso Manoel de Souza Lima – Hospital Central Vó Mundoca
Entrada com hemorragia e pressão instável. Estabilização imediata pela equipe médica.
16h30 – Solicitação de TransferênciaPedido ao SISTER (UTI Aérea) formalizado como PRIORIDADE ALTA.
Apesar da gravidade (quadro de hematêmese e melena), Borba foi excluída dos planos de voo do Estado nesses dois dias.
12h17: Empresa aérea Henriger Aviação cancela missão confirmada para as 15h30 alegando “pane no trem de pouso”.
Intubação realizada após piora súbita para garantir oxigenação do paciente.
22h18 – ÓbitoApós parada cardíaca e 8 ciclos de reanimação, o paciente infelizmente não resistiu.



