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Mensagens revelam desespero de médica após erro em medicação que levou à morte de criança de 6 anos em Manaus

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Mensagens revelam desespero de médica após erro em medicação que levou à morte de criança de 6 anos em Manaus
Foto: Reprodução
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A morte do pequeno Benício Xavier de Freitas, de 6 anos, ganhou novos desdobramentos na noite desta sexta-feira (28), após prints de conversas atribuídas à médica Juliana Brasil Santos circularem nas redes sociais. As mensagens mostram o momento de tensão e desespero durante o atendimento no Hospital Santa Júlia, em Manaus, onde a criança recebeu uma medicação de forma equivocada.

Segundo os prints, a médica reconhece o erro logo após perceber que o quadro da criança havia se agravado.

“Prescrevi inalação com adrenalina e acabaram fazendo EV”, escreveu Juliana, referindo-se à aplicação intravenosa do medicamento.
“Paciente tá passando mal. Ficou todo amarelo. Pede pra alguém da UTI descer urgente. Pelo amor de Deus. O que eu administro? Paciente desmaiou. Eu errei a prescrição.”

Nas mensagens, enviadas ao diretor de plantão, Dr. Enryko Garcia de Carvalho Queiroz, ela demonstra desespero ao pedir ajuda:

“Me ajuda. Eu que errei na prescrição. Pede pra alguém descer. Paciente rebaixou. Tá pálido, todo amarelo.”

Investigação em andamento

Apesar da repercussão nas redes sociais, o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP e responsável pelo inquérito, confirmou que os prints ainda não foram anexados oficialmente ao processo.

“Esses prints não estão no inquérito policial.”, disse o delegado.

Benício deu entrada no Hospital Santa Júlia no sábado (23) com quadro de laringite. Após a aplicação equivocada da adrenalina por via intravenosa, ele apresentou piora imediata, desmaiou e precisou ser levado à UTI.

A criança morreu na madrugada de domingo (24).

Polícia investiga médica e técnica de enfermagem

A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar as responsabilidades da médica e da técnica de enfermagem que aplicou o medicamento. O caso foi inicialmente enquadrado como homicídio doloso, quando há intenção ou aceitação do risco de causar a morte — classificação que pode ser ajustada conforme o avanço das investigações.

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Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez, formado em Comunicação Social, acumula mais de 10 anos de experiência em assessoria de imprensa parlamentar e é especialista em estratégias políticas e marketing político.