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A internet e as redes sociais fazem parte do cotidiano dos habitantes do Brasil. Em 2022, segundo o relatório “Digital in 2022: Brazil” da Hootsuite e We Are Social, os brasileiros passaram em média mais de 10h por dia na internet, sendo 3 horas e 41 minutos nas redes sociais.

Além disso, levantamento da Comscore mostra que o Brasil é o 3º país que mais consome redes sociais no mundo. São 131.506 milhões de contas ativas. Destas, 127,4 milhões são usuários únicos nas redes sociais (96,9%).

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“O uso excessivo das redes sociais pode levar ao desenvolvimento de diversos problemas. Isso pode ser causado por uma série de fatores como comparação social, cyberbullying, exposição a notícias negativas, isolamento social e falta de interações sociais significativas no mundo real”, afirma Jair Soares, presidente do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT).

Saúde mental e transtornos

A presença em um ambiente virtual que é constantemente agressivo ou tóxico, segundo Soares, pode desencadear transtornos como ansiedade, depressão, dependência digital, baixo autoestima, transtorno do sono, entre outros.

E eles são motivados por alguns “gatilhos mentais”, isto é, agentes externos capazes de provocar uma reação nas pessoas e tirá-las da zona de conforto. Dentre eles, pode-se citar a comparação social. “As redes sociais muitas vezes promovem uma cultura de comparação, onde as pessoas podem se sentir pressionadas a comparar suas vidas e conquistas com as dos outros. Isso pode levar à baixa autoestima, sentimentos de inadequação e ansiedade em relação à imagem e status social”, conta Soares.

O excesso de exposição a notícias negativas, como desastres naturais, violência, crises políticas e outros eventos estressantes, também pode causar ansiedade, depressão e estresse emocional. De acordo com a Pesquisa Vigitel 2021, um dos mais completos levantamentos sobre saúde do país, 11,3% dos brasileiros relataram ter recebido um diagnóstico médico de depressão.

“Embora as redes sociais possam conectar as pessoas virtualmente, seu uso excessivo pode levar ao isolamento social no mundo real. A dependência das redes sociais pode prejudicar as interações sociais face a face, levando a problemas de saúde mental, como solidão, depressão e ansiedade social”, explica o presidente do IBFT.

Uso saudável e ajuda profissional

Estar presente nas redes sociais em si não é necessariamente prejudicial à saúde mental, mas seu uso excessivo, inadequado ou envolvimento em situações negativas, como cyberbullying, pode ter um impacto negativo na saúde mental das pessoas, de acordo com o especialista. 

“Para utilizar as redes sociais de maneira saudável é importante definir limites, seguir conteúdos e pessoas positivas, evitar comparações ruins, controlar o tempo gasto on-line e equilibrar com atividades fora da internet, desenvolver habilidades emocionais e buscar apoio profissional caso sinta que as redes sociais esteja afetando negativamente sua saúde mental”, conclui Soares.

Para saber mais, basta acessar: www.ibft.com.br 

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