O deputado federal Silas Câmara, presidente do Republicanos no Amazonas, vive um momento de “xeque-mestre” nos bastidores. Após o fracasso na tentativa de montar uma “superchapa” que pretendia alcançar os 800 mil votos e eleger três parlamentares federais, o veterano precisa recalcular a rota. A debandada de nomes como Adail Filho e Arthur Virgílio para o MDB de Eduardo Braga e o recuo de Amom Mandel impuseram um novo ritmo ao jogo.
Historicamente, Silas Câmara é conhecido como um dos maiores articuladores do Amazonas, mantendo-se no Congresso por sete mandatos consecutivos. Em 2026, a meta era transformar o Republicanos na maior bancada amazonense em Brasília. O projeto incluía atrair Isabelle Nogueira e o Coronel Menezes. No entanto, o “redemoinho” partidário causado pelas movimentações do MDB desidratou a chapa proporcional do Republicanos antes mesmo do início oficial do ciclo eleitoral.
Eu acompanho a política amazonense há décadas e uma coisa é certa: nunca subestime Silas Câmara quando dizem que ele está encurralado. É verdade, ele perdeu o Adail Filho um puxador de votos nato e o Arthur Virgílio, que usou a legenda como “estacionamento” por seis meses. O cenário é incerto? Sim. Mas Silas ainda tem a máquina nas mãos e o interior do estado no bolso.
O que ninguém esperava era que o projeto de 800 mil votos fosse testado tão cedo pela “mão pesada” de Eduardo Braga no tabuleiro. Sem Amom e sem Adail, o Republicanos deixa de ser uma “ameaça de hegemonia” para lutar pela sobrevivência do seu grupo atual.
“A política é feita de boatos, mas Silas permanece na presidência com total confiança da executiva nacional”, afirmou Marcos Pereira, presidente nacional da sigla, em vídeo para estancar a sangria.
Nominata de Resistência
Para 2026, a estratégia mudou. Em vez de superestrelas, o partido aposta no “trabalho de base”. Confira quem sustenta a legenda hoje:
Silas Câmara: 125 mil votos em 2022.
João Luís: 45 mil votos (forte base na capital).
Viviane Lima: 20 mil votos (representatividade).
Massami Miki: Experiência de ex-federal.




