O presidente da Escola de Samba A Grande Família foi oficialmente afastado do cargo após a repercussão de uma denúncia de agressão registrada em Manaus, envolvendo um episódio de violência doméstica. A decisão foi comunicada pelo Conselho Fiscal da agremiação, que assumiu integralmente o comando da gestão da escola.
De acordo com informações apuradas, a denúncia foi registrada por uma ex-companheira do dirigente em uma delegacia especializada da capital amazonense. O caso ganhou visibilidade após relatos de agressões físicas e ameaças durante uma discussão, o que resultou na condução do então presidente à delegacia. Ele chegou a ser detido e posteriormente liberado após procedimentos legais.
Diante da exposição negativa e do impacto institucional, o Conselho Fiscal decidiu intervir para preservar a imagem da escola, especialmente com a proximidade do Carnaval 2026. Em nota oficial divulgada neste sábado (17), o órgão informou que todas as atividades administrativas, financeiras e de comunicação institucional passam, a partir desta data, a ser submetidas exclusivamente ao Conselho Fiscal.
O comunicado estabelece que nenhuma decisão estratégica, movimentação financeira ou publicação em redes sociais poderá ser realizada sem análise, acompanhamento e aprovação prévia do Conselho. A medida, segundo o texto, tem como objetivo assegurar transparência, legalidade, responsabilidade administrativa e continuidade das atividades da escola, em conformidade com o estatuto da agremiação.
A nota é assinada pelos membros do Conselho Fiscal João Avelino, Alysson Souza e Jucicleide Cardoso, e reforça que a intervenção é de caráter institucional, enquanto os fatos envolvendo o presidente afastado seguem em apuração pelas autoridades competentes.

A medida ocorre em meio à crise institucional enfrentada pela escola após a repercussão negativa envolvendo o então presidente, cujo afastamento já havia sido anunciado anteriormente. O Conselho afirma que a decisão tem como objetivo preservar a imagem da agremiação, assegurar a transparência, a legalidade administrativa e garantir a continuidade das atividades de forma organizada, ética e em conformidade com o estatuto da escola.
No documento, o Conselho Fiscal reforça que:
Toda demanda administrativa ou financeira deverá ser encaminhada exclusivamente ao Conselho;
A comunicação oficial, incluindo conteúdos divulgados em redes sociais, dependerá de aprovação prévia;
Decisões estratégicas ou operacionais só terão validade após deliberação formal do Conselho Fiscal.
