Os pais de Benício Xavier, de 6 anos, atualizaram neste domingo (18) o andamento das investigações sobre a morte do filho, ocorrida na madrugada de 23 de novembro de 2024, no Hospital Santa Júlia, em Manaus. A família sustenta que o óbito foi causado por uma sequência de erros médicos, envolvendo doses elevadas de adrenalina.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Amazonas em três frentes: criminal, ética e cível. De acordo com os pais, todos os profissionais envolvidos já prestaram depoimento, e a investigação aguarda a entrega do laudo do Instituto Médico Legal (IML), que analisa documentação hospitalar e resultados da autópsia.
Paralelamente, a perícia técnico-científica avalia sistemas do hospital em busca de falhas eletrônicas ou inconsistências nos registros médicos. Concluídas essas etapas, o delegado responsável deverá elaborar o relatório final e encaminhá-lo ao Ministério Público do Amazonas.
Em publicação nas redes sociais, o pai de Benício declarou esperar que o caso seja enquadrado como homicídio doloso, diante da gravidade dos fatos apurados.
No campo ético, o Conselho Regional de Medicina (CRM) abriu sindicância de ofício para apurar a conduta dos profissionais, além de analisar a denúncia formal da família. O Conselho Regional de Enfermagem (COREN) também acompanha o caso, garantindo à família o direito de participar do julgamento ético de técnicos e enfermeiros.
Os pais informaram ainda que planejam ação judicial na esfera cível assim que todas as provas forem reunidas, com o objetivo de responsabilizar médicos, equipe de enfermagem e a unidade hospitalar.
A família reforçou que a mobilização busca justiça e prevenção de novas tragédias, não vingança, e agradeceu o apoio recebido de amigos.
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