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MPF aciona Justiça para obrigar Abin a entregar relatórios sobre crise do oxigênio no Amazonas

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MPF aciona Justiça para obrigar Abin a entregar relatórios sobre crise do oxigênio no Amazonas
Três profissionais de saúde vestidos com equipamentos de proteção individual completos manuseiam cilindros de oxigênio sobre uma maca, ao lado de uma ambulância estacionada em área externa coberta. Três profissionais de saúde vestidos com equipamentos de proteção individual completos manuseiam cilindros de oxigênio sobre uma maca, ao lado de uma ambulância estacionada em área externa coberta. Familiares de internados por Covid-19 compraram oxigênio para manter pacientes vivos durante crise em Manaus - Junio Matos - 14.jan.21/A Crítica
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📍 RESUMÃO DO REMADOR
  • O material é considerado fundamental para fundamentar a responsabilização civil e garantir indenização às famílias que perderam parentes durante a segunda onda de Covid-19.
  • MPF cobra documentos após negativa da AbinO pedido foi protocolado pelo procurador da República Igor Jordão Alves na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas.
  • Ele afirma que a Abin se recusou a atender à requisição formal do Ministério Público, alegando não estar sujeita ao controle externo do órgão.

O Ministério Público Federal no Amazonas ingressou com um mandado de segurança na Justiça Federal para obrigar a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) a entregar relatórios produzidos entre março de 2020 e janeiro de 2021 que alertavam o Governo Federal sobre o risco de colapso de oxigênio no Amazonas. O material é considerado fundamental para fundamentar a responsabilização civil e garantir indenização às famílias que perderam parentes durante a segunda onda de Covid-19.

Segundo o MPF, notícias divulgadas pela imprensa indicam que a Abin teria elaborado relatórios prévios alertando o Executivo sobre a saturação iminente da rede de saúde do estado o que, se comprovado, reforça que a tragédia era previsível e poderia ter sido evitada.

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MPF cobra documentos após negativa da Abin

O pedido foi protocolado pelo procurador da República Igor Jordão Alves na 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas. Ele afirma que a Abin se recusou a atender à requisição formal do Ministério Público, alegando não estar sujeita ao controle externo do órgão.

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Com isso, o MPF busca obrigar o diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, a entregar, em até 48 horas, todos os documentos relacionados à pandemia no Amazonas, incluindo:

  • relatórios de inteligência elaborados entre março de 2020 e janeiro de 2021;
  • registros que comprovem envio dos alertas ao Governo Federal;
  • eventuais comunicações ao Governo do Amazonas e à Prefeitura de Manaus.

Jordão Alves afirma que a recusa da Abin “obstrui o direito-dever do Ministério Público de garantir direitos fundamentais”, já que os documentos podem confirmar a previsibilidade do colapso que matou dezenas de pacientes por asfixia em janeiro de 2021.

MPF: documentos são públicos e essenciais

Na petição, o procurador argumenta que a Lei Complementar nº 75/1993 e a Lei de Acesso à Informação garantem ao MPF acesso a documentos indispensáveis para a defesa dos direitos sociais. Ele afirma ainda que as informações requisitadas são de interesse público e não se enquadram em hipóteses de sigilo.

A ação destaca que a urgência é necessária porque a Ação Civil Pública que trata da indenização às vítimas está em fase avançada — e sem os relatórios, a quantificação dos danos fica incompleta.

O que diz a Abin

A Abin informou que ainda não foi notificada sobre o mandado de segurança. Integrantes do órgão afirmam que:

  • mais de 1.100 documentos sobre a pandemia já estão disponíveis ao público no site da Abin;
  • o compartilhamento de Relatórios de Inteligência depende de decisão do ministro-chefe da Casa Civil;
  • a agência é fiscalizada pelo Congresso Nacional, e não pelo Ministério Público.

Famílias esperam respostas

A crise de oxigênio no Amazonas deixou imagens que marcaram o país: hospitais superlotados, pacientes dividindo cilindros e familiares buscando oxigênio por conta própria para tentar manter parentes vivos.

Quatro anos depois, o Ministério Público tenta, com esta ação, garantir acesso a documentos que podem definir responsabilidades e acelerar a reparação às vítimas da maior tragédia sanitária da história recente do estado.

A ação tramita sob o número 1053641-44.2025.4.01.3200 na Justiça Federal do Amazonas.

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Written by
Weliton Nunez | jornalista | MTB 1697/AM

Weliton Nunez, formado em Comunicação Social, acumula mais de 10 anos de experiência em assessoria de imprensa parlamentar e é especialista em estratégias políticas e marketing político.

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