- BORBA (AM) – A saúde pública no interior do Amazonas volta a ser alvo de denúncias graves e desespero.
- Na noite desta terça-feira (20), Manoel de Souza Lima, de 53 anos, foi a óbito no Hospital Regional Vó Mundoca, em Borba, após passar três dias aguardando uma transferência aérea para Manaus.
- Seu Manoel foi internado às pressas na tarde de sábado (17), por volta das 15h00, apresentando um quadro crítico de vômitos com sangue.
BORBA (AM) – A saúde pública no interior do Amazonas volta a ser alvo de denúncias graves e desespero. Na noite desta terça-feira (20), Manoel de Souza Lima, de 53 anos, foi a óbito no Hospital Regional Vó Mundoca, em Borba, após passar três dias aguardando uma transferência aérea para Manaus.
Seu Manoel foi internado às pressas na tarde de sábado (17), por volta das 15h00, apresentando um quadro crítico de vômitos com sangue. Segundo os familiares, a equipe médica informou a necessidade de transferência aérea para uma unidade especializada na capital devido à gravidade da hemorragia.
A família relata que viveu dias de angústia. Mesmo com a piora constante do quadro clínico, a transferência não foi realizada a tempo. Após mais de 72 horas de espera no leito hospitalar, o paciente sofreu uma piora súbita, foi intubado em medida de socorro extremo, mas não resistiu a uma parada cardíaca às 22h18 de ontem.
A confirmação da morte gerou uma onda de revolta. Alguns familiares invadiram a unidade e chegaram a quebrar uma das portas de acesso e equipamentos da recepção. A Polícia Militar foi acionada para conter o tumulto.
Prefeitura de Borba detalha falhas externas
Em nota oficial, a Prefeitura de Borba informou que o paciente deu entrada em estado grave no dia 17/01. A equipe médica estabilizou o homem e solicitou a UTI aérea no mesmo dia, sendo o caso classificado pelo Estado como “Prioridade Alta”. A gestão afirma que:
- Negativas do Estado: Nos dias 18 e 19, apesar da gravidade, o município de Borba foi excluído dos planos de voo do Estado.
- Pane em Aeronave: No dia 20/01, um voo foi confirmado para as 15h30, mas a empresa contratada cancelou a missão alegando “pane no trem de pouso”.
- Esforço Médico: A prefeitura defende que o hospital realizou todos os procedimentos de média complexidade ao seu alcance e que a fatalidade decorreu da falta de transporte aéreo, responsabilidade do Governo Estadual.
- Repúdio ao Vandalismo: A gestão lamentou a perda, mas considerou inadmissível a destruição do patrimônio público, que prejudica outros pacientes.
VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA:
Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM)
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que o Complexo Regulador adotou todas as providências cabíveis para a transferência do paciente de Borba para Manaus, no dia 20 de janeiro, seguindo a posição dele na lista de prioridade do serviço. Mas, por falta de condições de decolagem e de pouso da aeronave, o vôo não pôde ser realizado.
A SES-AM ressaltou ainda que, entre os dias 17 e 21 de janeiro, 30 pacientes foram transferidos via UTI aérea de hospitais do interior para a capital Manaus.
VEJA A NOTA COMPLETA
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informa que o Complexo Regulador adotou todas as providências cabíveis para a transferência do paciente de Borba para Manaus, no dia 20 de janeiro, seguindo a posição dele na lista de prioridade do serviço. Mas, por falta de condições de decolagem e de pouso da aeronave, o vôo não pôde ser realizado.
Entre 17 e 21 de janeiro, 30 pacientes foram transferidos de UTI aérea de hospitais do interior para Manaus.
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde – SES-AM
CRONOLOGIA DO DESCASO EM BORBA
Entenda o que aconteceu desde a internação até à fatalidade no Hospital Vó Mundoca
Manoel de Souza Lima dá entrada com hemorragia grave. Às 16h30, a equipe médica solicita UTI Aérea com “Prioridade Alta”.
O paciente permanece estabilizado. Segundo a Prefeitura, o Estado exclui Borba dos planos de voo nestes dois dias.
Voo é confirmado, mas cancelado logo depois por “pane no trem de pouso” da aeronave contratada pelo Estado.
Após parada cardíaca e 8 ciclos de reanimação, o paciente morre. Familiares revoltam-se e depredam a recepção do hospital.







