O clima de calmaria nos bastidores da política amazonense foi substituído por uma tempestade de acusações nesta segunda-feira (23). Questionado por jornalistas sobre o momento exato que o levou a retirar o apoio ao senador Omar Aziz (PSD), o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), não usou eufemismos: afirmou categoricamente ter sido alvo de táticas de coação.
“Eu me senti intimidado, eu me senti ameaçado. Eu não poderia ficar do lado de alguém que pudesse usar algo para me ameaçar”, disparou Almeida, selando o divórcio político que redesenha o tabuleiro para as eleições de 2026.
EXCLUSIVO O QUE ESTÃO FALANDO DOS POLÍTICOS
O anúncio da pré-candidatura ao Governo, feito diante de uma plateia fiel composta por secretários e vereadores, foi o palco para essa lavagem de roupa suja. David deixou claro que a confiança foi quebrada de forma irreversível. Para ele, o distanciamento é uma questão de sobrevivência política e moral, reforçando que “só fica ao seu lado quem quer o melhor para o Amazonas”.
A partir de abril, David pretende levar esse discurso de “libertação” para o interior. Ele aposta que a narrativa do prefeito que “peitou” os gigantes da política estadual terá eco em municípios que se sentem esquecidos pela gestão de Wilson Lima. O vice-prefeito Renato Júnior, presente no ato, é a peça-chave que garante a retaguarda em Manaus enquanto David assume o papel de atacante no cenário estadual.
“Eu não poderia ficar do lado de alguém que pudesse usar algo para me ameaçar. A partir de hoje, anúncio minha pré-candidatura para livrar o Amazonas da opressão.” — David Almeida
O portal Remador entrou em contato com a assessoria do senador Omar Aziz para comentar sobre o assunto, mas até o momento não obteve respostas, o espaço segue aberto.




