PARINTINS (AM) — O polêmico caso que ficou conhecido como “QG do Crime” nas eleições de 2024 em Parintins acaba de sofrer uma derrota na Justiça. Nesta terça-feira (27), o juiz Otávio Augusto Ferraro, da 4ª Zona Eleitoral, mandou arquivar definitivamente o inquérito da Polícia Federal que investigava um suposto esquema para favorecer a candidatura de Brena Dianná (União) com o uso da máquina pública.
RESUMO DO REMADOR +
- PARINTINS (AM) — O polêmico caso que ficou conhecido como "QG do Crime" nas eleições de 2024 em Parintins acaba de sofrer uma derrota na Justiça.
- A decisão limpa a ficha de figuras fortes do Governo Wilson Lima, como os ex-secretários Fabrício Barbosa (Administração) e Marcos Apolo (Cultura), além do ex-presidente da Cosama, Armando do Valle, e oficiais da cúpula da Rocam.
- Segundo o magistrado, as provas contra eles não valem nada juridicamente porque foram colhidas de forma "clandestina".
A decisão limpa a ficha de figuras fortes do Governo Wilson Lima, como os ex-secretários Fabrício Barbosa (Administração) e Marcos Apolo (Cultura), além do ex-presidente da Cosama, Armando do Valle, e oficiais da cúpula da Rocam. Segundo o magistrado, as provas contra eles não valem nada juridicamente porque foram colhidas de forma “clandestina”.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) foi quem deu o empurrão final para o arquivamento. O órgão concluiu que o vídeo da reunião, gravado às escondidas em um ambiente privado e sem autorização da Justiça, fere o direito à privacidade garantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Sem esse vídeo, que era a “alma” da investigação, não sobrou nada para levar o processo adiante.
“No processo eleitoral, é ilícita a prova colhida por meio de gravação ambiental clandestina, sem autorização judicial”, destacou o juiz na decisão que barrou a ação penal.
Relembre o fuzuê do “QG”
Para quem não lembra, o caso explodiu às vésperas da eleição, quando um vídeo anônimo vazou mostrando secretários de Estado e comandantes da PM discutindo estratégias pesadas. O papo envolvia desde o uso da tropa de choque para abordagens seletivas até a vinda de policiais do Pará para atuar como “milícia” no dia da votação contra o grupo do prefeito Bi Garcia.
O escândalo foi tão grande que o governador Wilson Lima foi pressionado a exonerar seus homens de confiança na época. Mas, no fim das contas, a estratégia não funcionou nas urnas: Brena Dianná saiu derrotada em Parintins. Agora, com o martelo batido pelo juiz, os envolvidos ficam livres da acusação por falta de “justa causa”.
VEJA O DOCUMENTO:
Quem se livrou da investigação:
| Nome | Cargo na época |
| Fabrício Barbosa | Secretário de Administração |
| Marcos Apolo | Secretário de Cultura |
| Armando do Valle | Presidente da Cosama |
| Tenente-Coronel Jackson | Comandante da Rocam |
| Capitão Navarro | Inteligência da Rocam |
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