Com o início do calendário de pagamento do IPVA 2026 em diversos estados, autoridades e especialistas em segurança digital alertam para o crescimento de golpes virtuais direcionados a proprietários de veículos em todo o país. As fraudes têm explorado engenharia social, links maliciosos, sites dublês e falsas promessas de descontos para induzir vítimas a realizar pagamentos indevidos.
Segundo o diretor da Datalege Consultoria Empresarial, Mario Toews, especialista em Direito Digital e Segurança da Informação, os criminosos vêm adaptando suas estratégias ao contexto do IPVA. As ações combinam técnicas psicológicas com recursos tecnológicos para capturar dados pessoais e direcionar pagamentos a contas fraudulentas. De acordo com ele, a sofisticação dos golpes exige atenção redobrada e maior conscientização dos contribuintes.
Principais táticas usadas nos golpes
Entre as fraudes mais recorrentes identificadas neste início de 2026 estão:
- envio de SMS com links fraudulentos, que simulam portais oficiais ou anunciam descontos inexistentes, levando a páginas maliciosas;
- criação de sites clonados com aparência semelhante à de secretarias da Fazenda, Detrans ou plataformas de pagamento, dificultando a identificação da fraude;
- disparo de e-mails persuasivos, com valores e informações aparentemente reais, que direcionam para páginas falsas ou QR Codes de Pix ligados a contas criminosas;
- envio de boletos falsos, que simulam documentos oficiais, mas desviam o pagamento para destinatários ilegais.
Um dos principais atrativos usados pelos golpistas é a promessa de descontos elevados ou condições especiais, inexistentes nos programas oficiais de quitação do imposto.
Risco financeiro e de dados pessoais
Além do prejuízo financeiro, os golpes também expõem dados sensíveis como CPF, placa do veículo e Renavam. Toews alerta que, após a confirmação do pagamento para contas fraudulentas, a recuperação do dinheiro costuma ser difícil, ampliando o impacto para as vítimas.
Levantamentos recentes sobre crimes digitais apontam que o Brasil segue entre os países com maior incidência de phishing e fraudes financeiras, especialmente em períodos de grande movimentação econômica, como o pagamento de tributos.
Como se proteger
Para reduzir os riscos, especialistas recomendam algumas medidas básicas:
- utilizar exclusivamente os sites oficiais das secretarias da Fazenda ou dos Detrans para emissão de guias e QR Codes;
- evitar clicar em links recebidos por SMS, e-mail ou redes sociais sem verificar a procedência;
- conferir atentamente a URL dos sites, observando se há “https://” e domínio institucional;
- desconfiar de descontos fora dos padrões oficiais definidos por cada estado;
- manter antivírus e sistemas de segurança atualizados;
- orientar familiares e colegas sobre as principais técnicas de golpes digitais.
A recomendação dos especialistas é clara: atenção, verificação das informações e uso exclusivo de canais oficiais são fundamentais para evitar prejuízos durante o pagamento do IPVA 2026.
