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A Ciranda Tradicional se apresentou durante a segunda noite do 27º Festival de Cirandas de Manacapuru, neste sábado (30/08), com o tema “Sapucai’Ay: O Grito que Vem das Águas”, na arena do Parque do Ingá, o Cirandódromo.

Com alegorias grandiosas, cores vibrantes e recursos tecnológicos inovadores, como o uso de hologramas, a apresentação denunciou as ameaças impostas pelas mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, exaltou a resistência e a força dos povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos.

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Um dos pontos altos do espetáculo foi a entrada da agremiação, que empolgou a torcida, que lotou o Cirandódromo, onde marcou o início da apresentação com a representação emocionante de uma criança indígena clamando pela preservação das águas.

O cordão de entrada também se destacou, com brincantes caracterizados como seres aquáticos e encantados que emergiram das águas, em uma encenação inspirada na vida subaquática. A coreografia contou com um balé aéreo que deu vida ao enredo e ampliou a experiência cultural do público.

Entre as bandeiras agitadas pela Torcida Organizada Tradicional (TOT), o cordão principal surgiu do meio da arquibancada e conduzido até a arena, criando um dos momentos mais marcantes da noite e conectando torcida, personagens e espetáculo.

A apresentação também impressionou pelo uso de tecnologia, efeitos pirotécnicos e alegorias imponentes. Os itens oficiais e personagens da ciranda surgiram em estruturas gigantes, acompanhadas de fogos frios e jogos de luzes, criando um clima mágico. O espetáculo ainda trouxe referências religiosas, unindo o catolicismo e as matrizes africanas, com destaque para a representação de Oxum, orixá associado às águas doces, como um dos símbolos mais impactantes da noite.

De acordo com a Cirandeira Bela da Tradicional, Maylin Menezes, o espetáculo é resultado de meses de preparação:

“A gente teve muita preparação, muita pesquisa, um trabalho não só de coreografia, mas de cênica também, para que a gente pudesse unir os dois sem descaracterizar o orixá. E eu acredito que a gente fez tudo que estava programado e, agora, é claro, é esperar o resultado positivo”, afirmou.

Estreando como personagem, Karina Diaz enfatiza a emoção de representar a Mãe Benta na Ciranda Tradicional:

“Eu sabia que a gente vinha com um tema das águas, então meu primeiro reflexo foi: eu preciso representar minha cultura, minha cor e minha religião”, ressaltou.

O 27º Festival de Cirandas de Manacapuru encerra neste domingo (31/08), com a apresentação da Ciranda Flor Matizada, a partir das 21h, no Cirandódromo. Após o espetáculo, a programação segue com os shows de Delírios do Samba e Mikael e Banda, fechando com chave de ouro a edição 2025 do festival.

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