- No Amazonas, a ação resultou no bloqueio de R$ 4,8 milhões em ativos financeiros e na descoberta de uma estrutura de luxo utilizada pelos líderes da organização, incluindo um sítio comparado a um "resort particular".
- Logística Fluvial SofisticadaAs investigações apontam que o grupo utilizava lanchas rápidas e armamento de grosso calibre para escoltar drogas enviadas do Amazonas para o Pará e outros estados do país.
- Durante as diligências em Manaus, Santo Antônio do Içá (a 880 km da capital) e Urucará (a 261 km), a polícia apreendeu cinco lanchas, um jet ski e cerca de 250 quilos de cocaína, avaliados em R$ 18 milhões.
MANAUS – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), em conjunto com a Polícia Civil do Pará (PC-PA), deflagrou nesta quarta-feira (21) a Operação Iara, desarticulando um grupo criminoso especializado no transporte fluvial de grandes carregamentos de entorpecentes. No Amazonas, a ação resultou no bloqueio de R$ 4,8 milhões em ativos financeiros e na descoberta de uma estrutura de luxo utilizada pelos líderes da organização, incluindo um sítio comparado a um “resort particular”.
Logística Fluvial Sofisticada
As investigações apontam que o grupo utilizava lanchas rápidas e armamento de grosso calibre para escoltar drogas enviadas do Amazonas para o Pará e outros estados do país. Durante as diligências em Manaus, Santo Antônio do Içá (a 880 km da capital) e Urucará (a 261 km), a polícia apreendeu cinco lanchas, um jet ski e cerca de 250 quilos de cocaína, avaliados em R$ 18 milhões.
Bloqueio de Milhões e Prisões
Em âmbito nacional, a operação determinou o bloqueio de R$ 58 milhões ligados ao esquema. No Amazonas, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, resultando em cinco prisões preventivas e quatro medidas cautelares. Além do dinheiro bloqueado, a Justiça determinou o sequestro de veículos e imóveis de alto padrão vinculados aos investigados.
Participação Integrada
A força-tarefa contou com a participação do Departamento de Inteligência da Polícia Judiciária (DIPJ), CORE-AM, Receita Federal e o apoio aéreo do DIOA. “O grupo possuía um poder financeiro imenso, mantendo até sítios com estrutura de resort nas proximidades de Iranduba para lavar o dinheiro do crime”, destacou a autoridade policial. O principal alvo da organização segue foragido, mas as buscas continuam em todo o estado.



