O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que o país está preparado para lançar uma segunda onda de ataques militares contra a Venezuela, caso considere necessário. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa realizada por volta das 13h45 (horário de Brasília), o primeiro pronunciamento público do republicano após a ofensiva militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Segundo Trump, a ação realizada na madrugada deste sábado foi uma “operação militar extraordinária”, com o objetivo de retirar Maduro do poder e levá-lo para responder à Justiça norte-americana.
“Nós estamos preparados para lançar uma segunda onda de ataques se for necessário. Entendemos que uma segunda onda pode ser necessária, mas, por ora, não precisamos, porque esta primeira foi bem-sucedida”, afirmou.
O presidente acrescentou que, caso ocorra uma nova ofensiva, ela poderá ser “muito maior” do que a primeira.
Ataque por terra, água e ar
Durante a coletiva, Trump declarou que o poder militar dos Estados Unidos foi utilizado simultaneamente por terra, água e ar, classificando a operação como algo sem precedentes nas últimas décadas.
“Foi um ataque que as pessoas não viam desde a Segunda Guerra Mundial”, disse.
Ainda segundo o republicano, os Estados Unidos pretendem administrar a Venezuela de forma interina, até que ocorra uma transição política considerada adequada por Washington.
“Ficaremos lá até que uma transição apropriada aconteça”, declarou.
Acusações contra Maduro
Trump voltou a acusar o governo de Nicolás Maduro de ligação direta com o narcotráfico, citando investigações e denúncias formais feitas pela Justiça dos Estados Unidos.
De acordo com ele, Maduro teria supervisionado o chamado “Cártel de los Soles”, organização criminosa acusada de enviar grandes quantidades de drogas para território norte-americano.
“Esse veneno fatal foi responsável pela morte de incontáveis americanos. Centenas de milhares morreram ao longo dos anos”, afirmou.
O presidente norte-americano disse ainda que o governo dos EUA possui “evidências imensas” contra Maduro e que o material será apresentado em tribunal.
“É horrível e de tirar o fôlego”, afirmou Trump ao se referir às provas.
Julgamento nos Estados Unidos
Segundo Trump, o julgamento de Nicolás Maduro ainda não teve local definido, mas deve ocorrer em Nova Iorque ou Miami. O presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, segundo o republicano, irão enfrentar o sistema judicial norte-americano nos próximos meses.
A declaração aumenta a tensão internacional e aprofunda a crise política e diplomática envolvendo os Estados Unidos, a Venezuela e países da América Latina, que já se manifestaram contra a ofensiva militar.
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