A capital da Venezuela, Caracas, e diversas regiões do país foram atingidas por uma série de explosões e movimentação de aeronaves na madrugada deste sábado (3), em um episódio que aprofundou a grave crise diplomática entre Caracas e Washington. Moradores relataram pelo menos sete explosões, voos de aeronaves a baixa altitude e cortes de energia em partes da cidade, causando pânico entre a população local nas primeiras horas da manhã.
O governo venezuelano, liderado pelo presidente Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de perpetrar um ataque militar contra alvos civis e militares em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, afirmando que se trata de uma “grave agressão contra a soberania nacional”. Em resposta ao ocorrido, Maduro decretou estado de emergência nacional e ordenou a mobilização das forças de defesa do país.
Testemunhas no terreno descreveram um cenário de intensa atividade, com explosões sucedendo ruídos de aeronaves sobre a capital por volta das 2h (horário local) e nuvens de fumaça visíveis em diferentes bairros de Caracas. Relatos também mencionaram quedas de energia e incursões de aviões e helicópteros sobre áreas urbanas próximas a bases militares importantes, como a zona sul da cidade.
Fontes da imprensa internacional relataram que autoridades nos Estados Unidos estão cientes dos relatos sobre explosões e surtos de atividade militar no território venezuelano, mas até o momento não houve pronunciamento oficial do governo norte-americano ou do Pentágono confirmando a autoria dos ataques.
A ofensiva ocorre em um contexto de tensões já elevadas entre Washington e Caracas, incluindo operações militares e sanções que vêm sendo implementadas ao longo dos últimos meses. Venezuela, por sua vez, classificou as ações como uma violação direta da Carta das Nações Unidas, que protege a soberania dos Estados e proíbe o uso da força sem autorização do Conselho de Segurança.
Líderes regionais também reagiram ao episódio. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou nas redes sociais que “Caracas está sendo bombardeada” e pediu uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir a situação e buscar uma resposta internacional coordenada.
Até o momento, as autoridades venezuelanas não divulgaram oficialmente o número de vítimas ou detalhes sobre danos materiais, e a situação ainda está em desenvolvimento. As agências internacionais continuam monitorando nas próximas horas para fornecer atualizações sobre os desdobramentos do episódio.
