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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou nesta terça-feira (29) a ordem executiva que impõe um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, provocando tensões comerciais e diplomáticas com o governo do Brasil. A medida, no entanto, traz uma lista extensa de exceções que exclui alguns dos principais itens da pauta exportadora brasileira, como petróleo, aeronaves civis, suco de laranja e veículos leves.

A nova tarifa adicional de 40% será somada aos 10% já anunciados por Trump em 2 de abril, no chamado “dia da Independência econômica dos EUA”. A alíquota entra em vigor à 00h01 do dia 6 de agosto de 2025 (horário de verão do leste dos EUA), afetando diretamente produtos que não se enquadram nas exceções.

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Café e carne bovina serão os mais impactados

Diferentemente de outros setores, as exportações brasileiras de café e carne bovina não foram poupadas e sofrerão o impacto total de 50% de tarifa. Os dois produtos estão entre os mais importantes do agronegócio nacional e deverão enfrentar queda na competitividade frente a outros mercados exportadores.

A expectativa é de que o setor produtivo pressione por contramedidas diplomáticas ou incentivos fiscais internos para conter os efeitos econômicos negativos da medida.

Itens isentos reforçam interesses estratégicos dos EUA

A lista de produtos isentos da tarifa evidencia a preocupação dos EUA em manter o abastecimento de insumos industriais, combustíveis e tecnologia, sem comprometer setores como o automobilístico, aeronáutico e energético. Estão fora da taxação:

  • Aeronaves civis e seus componentes
  • Petróleo, gás, carvão e energia elétrica
  • Veículos utilitários leves e suas peças
  • Suco e polpa de laranja, castanha-do-pará
  • Fertilizantes, madeira tropical, minérios e metais industriais
  • Produtos informativos e culturais (filmes, livros, CDs)
  • Doações e bagagens pessoais
  • Mercadorias já em trânsito antes de 6 de agosto

A medida foi justificada com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacionais (IEEPA), de 1977, que permite ao presidente impor sanções econômicas a países considerados uma ameaça aos interesses dos EUA.

Impactos e reações

A decisão de Trump acirra ainda mais o clima político entre Brasil e Estados Unidos, especialmente após a recente sanção imposta ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e os sinais de possíveis restrições a vistos de brasileiros durante a Copa de 2026.

No Brasil, entidades do setor agrícola, industrial e automotivo já demonstram preocupação com os efeitos da medida. O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ordem executiva até o momento.

Especialistas avaliam que o tarifaço, embora não atinja a totalidade das exportações, representa um movimento político com reflexos diretos na economia brasileira e no comércio bilateral, podendo desencadear retaliações ou revisão de acordos comerciais.

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